Educação financeira para crianças

Educação financeira parece ser um desafio para qualquer um, só de ouvir sobre “taxas”, “juros” ou “empréstimos” já ficamos tensos. Agora, será que se fossemos incentivados desde pequenos a lidar com as finanças, o panorama seria diferente? É nesta expectativa que escolas e cursos extracurriculares começaram a querer integrar a educação financeira em suas grades.

E para auxiliar na tarefa com os pequenos, separamos algumas dicas que podem te ajudar ao apresentar o tema para as crianças, para assim elas irem se familiarizando com esses números e saberem mais do que apenas conferir o troco da cantina:

 

Aproveite o início da alfabetização

Se seu filho estiver na educação infantil e começar a demonstrar um certo interesse por livros, letras e números, aproveite a deixa. Crianças de seus 3 a 8 anos iniciam seus estímulos a escrever e ler na escola, e juntamente a fazer contas básicas. Você  incentivando seu filho a desenvolver este tipo de atividade nesta fase, de maneira ainda leve e lúdica, já é um bom passo para apresentá-lo futuramente à educação financeira.

Mostre algumas moedas, explique para que serve o dinheiro e estabeleça este pequeno contato entre a criança e os valores.

 

Mostre o lado bom de guardar dinheiro e incentive seu filho a concretizar suas metas

Não é novidade, criança, por mais que possa aprender muito na teoria, entende mesmo nos exemplos e na prática. Portanto, dê o exemplo para seu filho, incentive-o a ter metas que possam ser alcançadas de curtos a longos prazos com o próprio dinheiro dele. Utilize uma linguagem fácil para que ele consiga entender a importância de diferenciar gastos e os lucros. Uma dica é separar quatro cofrinhos, um para “gastos” (objetivos a curto prazo), por exemplo um lanche na escola, . O segundo cofrinho para “poupanças” (objetivos a médio prazo), algo que ele queria realizar em até seis meses. Já o terceiro cofrinho ficará destinado aos “investimentos” (que atendera aos objetivos a longo prazo, como uma reserva para a vida da criança). O último cofrinho, fica opcional, mas seria destinado às “doações”, para desde pequeno a criança ser acostumada a compartilhar, cultivar o sentimento de união e entender o valor do dinheiro.

É importante também, desenvolver a ideia de que as vezes para elas alcançarem tais objetivos, precisam juntar dinheiro, e para isso, precisam entender que o tempo e a paciência são fundamentais.

 

Dialogue sobre reserva financeira

Esta é uma das maiores dificuldades até mesmo para os adultos. Separar uma porcentagem da sua renda fixa para investimentos ou poupança pode parecer mais difícil do que realmente é. Se incentivados desde pequenos, a reserva financeira passa a ser algo bem mais rotineiro e natural. Passe a explicar para a criança a importância de se ter um respaldo para emergências, e como pode fazer falta uma reserva financeira. Muitas crianças não entendem como funciona a dinâmica financeira, acreditam que dinheiro é só ir buscar no caixa eletrônico, ou que os cartões são sem limites, tente trazer esta conversa de uma maneira leve e acessível para as crianças compreenderem o papel da reserva.

 

Outra dica importante é sempre distanciar a ideia da mesada com os estudos, é importante a criança entender que os estudos devem ser prioridade, e que a mesada não é uma consequência das boas notas.

 

Em São Paulo, já existem algumas escolas e cursos que oferecem a educação financeira com foco infantil, como a  escola particular de matriz canadense Maple Bear, e até o ano que vem já deverá ser implantada no Ensino Médio como conteúdo interdisciplinar pelo MEC (Ministério da Educação). Mas para aqueles pais que não possuem uma renda acessível às escolas particulares, há diversos canais no YouTube que incentivam e ensinam finanças como o “Me Poupe” da jornalista de economia Nathalia Arcuri

Please follow and like us:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *