Meninas (mais que) super poderosas

Confira as histórias das garotas que conseguiram mudar o mundo com seus maiores super poderes: empatia e coragem

Malala Yousafzai

 Malala nasceu no Paquistão em 1997. Filha do diretor da escola, ela sempre foi incentivada a estudar, justamente por vir de uma linhagem familiar de professores e diretores escolares. Ainda na escola, se interessava muito por política, história, matemática e economia, sendo uma das melhores alunas da turma. Seu nome foi dado em homenagem a Malalai de Maiwand, figura folclórica que combateu as tropas britânicas para proteger suas terras. Mal sabia a garota que lia Jane Austin e gostava de escutar Justin Bieber, que seu nome faria jus  homenagem, e a tornaria uma grande guerreira pelo direito a educação das meninas.

 Isso porque, quando o Talibã, grupo extremista, invadiu à sua aldeia, as meninas no Vale Swat foram proibidas de frequentar as escolas, justamente pela facção se tratar de uma matriz religiosa bem conservadora. Mas isso não a impediu de se impor, Malala e mais algumas pessoas da escola se organizavam para ter as aulas clandestinamente, iam para a escola em caçambas de caminhões e se escondiam dentro da escola. Durante este tempo, Malala também se viu na obrigação de protestar sobre. Foi aí que desenvolveu um blog ao qual escrevia em anonimo sobre o que acontecia em seu país.

Os textos de Malala começaram a viralizar e a serem postados pela BBC na Inglaterra, o que fez com que o Talibã descobrisse a verdadeira identidade da estudante. E assim planejassem em um ataque para silenciarem a jovem. No dia 9 de outubro de 2012, enquanto ela ia para a escola em um caminhão, o Talibã a encontrou e atiraram 3 tiros em sua cabeça. Depois de meses de tratamento, a jovem se recuperou e se tornou um ícone de ativismo ao direito das mulheres à educação.

Em 2014 foi nomeada como ganhadora do Premio Nobel pela Paz com apenas 17 anos.

 

 

Greta Thunberg

Com apenas 15 anos, Greta começou a se interessar por um assunto sério que viu na escola: a justiça climática. Em pouco tempo, seu interesse se tornou um enorme engajamento.

Na Suécia, seu país de origem, Greta mobilizou centenas de jovens a participarem do movimento “FridaysforFuture” que consistia em um protesto na frente do Parlamento sueco afim de cobrar medidas eficazes para o clima. O movimento que começou com pequenos grupos dos colegas de classe da Greta se reunindo nas sextas-feiras depois da aula para manifestarem, se propagou, e hoje utiliza a internet para convidar diversos países a protestarem também.

Atualmente já são 166 países aliados ao movimento.

Greta foi nomeada no Nobel da Paz de 2019.

Amika George

Aos 17 anos a britânica Amika George reconheceu um problema muito invisível para a maioria da sociedade; a desigualdade menstrual. Ela percebia em sua escola que muitas meninas não possuíam recursos para seus períodos menstruais, justamente por não ser fornecido gratuitamente para a sociedade.

Amika assinou uma petição para a primeira ministra Tereza May fornecer recursos que amparasse as mulheres em seus períodos menstruais, já que, muitas jovens pobres deixavam de ir a escola por não conseguirem comprar absorventes e suprimentos, ou até mesmo que não possuíam uma politica de saúde pública voltada para acompanhar e acudir os problemas menstruais de outras mulheres.

Em uma campanha reconhecida como “Free Period”, Amika arrecadou mais de 200.000 assinaturas, mil vezes o esperado para a campanha,  além de uma série de protestos ao redor do mundo. A ação deu certo e o governo britânico começou a fornecer  materiais de higiene para as mulheres nas escolas e nas universidades, e ainda abriram os olhos para o debaste.

 

Ysura Mardini 

Ysura nasceu na Siria em 1997, desde pequena fazia aulas de natação e tinha um sonho de ser campeã olímpica, não à toa, era uma das melhores nadadoras da sua faixa etária.  Por conta da Guerra Cívil, Ysura parou de treinar pois seus treinos aconteciam em um bairro que se tornou alvo de grandes bombardeios, com medo da situação do país, ela e a irmã mais velha (Sarah) tiveram que se separar da família para tentarem entrar na Europa, já que indo separados, possuíam mais chances de entrarem. O plano era chegar na Turquia, e de lá conseguir entrar na Europa pela Grécia.

As irmãs embarcaram para a Grécia em um bote com lotação de 6 pessoas, mas que estava comportando 23. Não podendo piorar a situação, no meio da travessia, o bote quebrou, e a maioria dos viajantes não sabiam nadar. Em um lapso de desespero, as meninas nadaram por mais de 3 horas  levando o bote até a costa, fazendo com que ninguém morresse durante a viagem.

Ao chegarem na Europa, as irmãs foram destinadas à Alemanha, onde souberam de suas histórias e encaminharam-nas para um treinamento profissional.

Hoje, Ysura é atleta olímpica.

 

Havana Chapman-Edwards

O que você, que está assistindo isso fazia com 7 anos de idade? Imagino que brincando, vendo filme, e se bobear até comendo cola, né? Agora, enquanto a maioria das crianças fazem isso, Havana Chapman-Edwards já estava sendo ativista da educação.

A norte americana que nasceu em 2011 começou a se preocupar com o debate do porte de armas, dado os acidentes e massacres dentro das escolas. Começou a usar o diálogo para trazer a discussão para os colegas de sua idade, dizia que por mais que seja muito nova para votar ou para participar de “discussões de adulto”, crianças e jovens deveriam ser incluídos nestes debates, e que a única forma de mudança concreta para a violência é a educação.

Havana iniciou um clube do livro online, ao qual as pessoas podem doar um valor para assim conseguirem construir uma biblioteca de livros para as garotas da Gana, segundo Havana “Quando as garotas leem, elas conhecem novas histórias, que podem inspirá-las a serem  que quiser”.

 

Nadia Murad

No dia 3 de agosto de 2014, militares do Estado Islâmico invadiram a vila de Sinjar, na região norte do Iraque. O ataque resultou em dezenas de homens mortos e mulheres raptadas, uma delas era a jovem Nadia Murad que na época tinha 21 anos. Nadia conta que o povo do seu vilarejo foi dividido, os mais velhos e as mais velhas desapareceram, os homens foram direcionados a escolherem entre a morte ou a conversão ao Islã, enquanto as mulheres e jovens mais novas eram encaminhadas a um outro lugar, onde seriam direcionadas aos estupros ou venda. Em uma entrevista para BBC, ela conta que viu meninas de 10 e 12 anos naquela mesma situação.

 Nadia passou três meses em cativeiro sexual, sendo submetida a estupros coletivos e punições. Em uma situação a qual seria vendida para outro homem, conseguiu escapar e se asilou em uma casa na vizinhança. Hoje, quase toda a família dela foi morta ou está desaparecida. Graças a sua história, passou a palestrar sobre o direito dos yazidis (cultura de sua tribo) e sobre escravidão sexual. Ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2016 ao lado do médico Denis Mukwege, um ginecologista que lutou pelo fim da mutilação feminina no Congo.

 

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