Parkour de Taubaté – Conheça a resistência por trás do novo meme

Na manhã de segunda-feira (27), foi publicada pela “Tv Vanguarda”, filiada da Rede Globo, uma matéria apresentando o “Parkour de Taubaté”, uma equipe praticante do esporte com foco na inclusão das mulheres na modalidade. Pouco depois de ser transmitido ao vivo, a reportagem caiu na rede, e assim, acabou viralizando no twitter. Porém, apesar das risadas, o “Parkour de taubaté” nos mostra como as mulheres estão correndo atrás de representatividade e espaço dentro dos esportes radicais.

Um dos motivos da viralização seria a relação da cidade com o meme da “Gravida de Taubaté”, que viralizou em 2012, e também o deboche na prática das meninas. No meio da rede, os memes variavam:

Apesar das piadas, o grupo não deixou de se manifestar nas redes, mostrando que o significado da reportagem era muito mais profundo do que os pulos e cambalhotas mostrados:

O Parkour Taubaté se pronuncia sobre o vídeo da entrevista da TV Vanguarda que viralizou hoje (27/01/2020).Recebemos…

Posted by Parkour Taubaté on Monday, January 27, 2020

Criado na França no final dos anos 80, o Parkour nasceu como uma modalidade inspirada em técnicas de fuga e salvamento dos bombeiros. Seu nome carrega o significado de parcours – “percurso” em francês, e graças a essa ideia, possui como principal palco as ruas do cenário urbano. Na sua origem, era uma prática predominantemente ligada a imagem masculina, a medida em que a ideia de força e agilidade dentro do esporte radical, para os antiquados era relacionada ao homem.

Apenas quando o esporte começou a ficar mais reconhecido, com videos na internet, nos anos 2000,  que as mulheres começaram a se interessar pelo percurso. Não só no parkour, mas como em diversas outras atividades esportivas, a presença feminina no esporte se torna além de um movimento de inclusão e inspiração, um movimento de resistência à ideia de que os parâmetros e diferenças físicas limitam a prática feminina nos esportes.

Cada vez mais, o número de mulheres dentro dos esportes “radicais” aumenta. Um bom parâmetro para indicar este crescimento é a adesão feminina dentro das Olimpíadas. Em 1900, quatro anos depois da primeira edição, as mulheres puderam participar do evento, apenas 2,2% (22 de 997) de todos os participantes eram atletas mulheres. Já nas Olímpiadas do Rio de Janeiro em 2016, a participação feminina atingiu 45% do total de atletas.

Mesmo o parkour ainda não sendo uma modalidade olímpica, a adesão e os interesses das mulheres são cada vez mais presentes, o que nos mostra que as meninas de Taubaté estão fazendo um ótimo trabalho para o futuro feminino dentro do parkour.

 

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